O programa extrai o dado.
A IA organiza a apresentação.
Quatro regras que valem para todo sistema que sai daqui.
Número técnico nunca passa
por interpretação de IA
Inteligência artificial é excelente para organizar, resumir e apresentar, mas é péssima numa coisa específica, que é justamente a que mais pesa em documento técnico: ela erra um número com toda a confiança do mundo.
Num texto de blog esse erro passa sem estrago, mas em documento técnico ou legal ele muda de natureza, porque um número de certificado trocado no que vai ao cliente, uma data de validade digitada errada ou um código de norma que não é o certo viram problema de conformidade, e não mais de digitação.
Por isso a divisão é rígida em todo sistema Mindex: o dado técnico, que é número de certificado, data, código de barras e norma atendida, é lido do documento oficial por um programa comum, e a inteligência artificial só entra depois, para organizar a apresentação daquilo que o programa já leu certo.
Nenhum número passa pela cabeça de uma IA antes de chegar na tela.
Nada é publicado
sem aprovação humana
Seja artigo, post ou e-mail, o que um sistema Mindex produz chega como rascunho, e alguém aprova antes de qualquer coisa ir ao ar.
Isso é regra fixa, não opção de configuração, então não existe uma versão "mais automática" em que o sistema publique sozinho.
Particularmente, acho que nenhuma empresa deveria ter um programa falando em seu nome sem alguém ter lido antes. Entendo quem prefere a velocidade de publicar direto, e não se trata de desconfiar da IA; a questão é que alguém responde pelo que sai publicado, e essa pessoa não deveria conhecer o texto só depois de ele estar no ar.
Cada etapa entrega algo
que funciona sozinho
Nenhum projeto sai daqui como pacote fechado de seis meses: o trabalho é dividido em etapas pequenas, e cada uma entrega algo que já funciona antes de se decidir a próxima.
Isso muda a conversa, porque em vez de aprovar um escopo inteiro no escuro, você usa o que a etapa entregou e só então decide se a seguinte faz sentido.
Organizar o que já existe. Reunir e estruturar a documentação, o catálogo, o material que a empresa já tem — só que espalhado.
Colocar numa tela. O primeiro sistema entra em uso. Quem precisa de um dado, acha.
Automatizar o que se repete. Com a base sólida, o que era manual passa a rodar sozinho — sempre com aprovação humana no que sai.
Ampliar só onde fizer sentido. Novo canal, novo público, novo produto. Cada extensão nasce da anterior, não do zero.
Nem todo projeto passa pelas quatro etapas, e alguns param na primeira porque ela já resolveu o problema. Isso também é sucesso.
Simples de propósito.
Sem dependência que expira
Existe uma pergunta que quase ninguém faz em voz alta e que é a mais justa de todas: e se você sumir, quem mexe nisso depois?
A resposta fácil seria inventar uma equipe, mas a verdadeira é outra: o que eu entrego é simples o bastante para não depender de mim.
Aqui não entra framework da moda, nem biblioteca que precisa ser atualizada todo mês, nem nada que só rode com internet. Muitos dos meus sistemas são um arquivo só, que abre com duplo clique, e você consegue abrir, ler o que está escrito lá dentro e seguir usando daqui a cinco anos sem precisar de mim.
Na minha experiência, complexidade é o que trava a indústria, e eu não vou vender mais dela.
- O que isso custa: alguns recursos de sistema grande simplesmente não entram. Se você precisa de algo que só um time consegue manter, eu digo, e indico outro caminho.
- O que isso te dá: nenhum contrato de refém. O código é seu, a pasta é sua, e não existe mensalidade de software crescendo em cima de você.
Quer ver isso aplicado a um caso real?
Os produtos da Mindex nasceram dessas quatro regras, e é nas páginas deles que dá para ver essas regras funcionando.